☽★☾ Grimório da Luna

Um blog dedicado a orientação de iniciantes e praticantes solitários da wicca. Blessed be!

Esbat: A magia da Lua Azul



  Primeiro vamos entender o que é a lua azul, porque muita gente ainda não compreende bem o seu significado.

  Cientificamente falando o termo lua azul, se refere comumente à segunda Lua Cheia que ocorre num mesmo mês. A freqüência de acontecimento, é de 1 vez a cada 2 anos ou 3 anos. A última lua azul ocorreu em 31 de dezembro de 2009. A próxima lua azul deverá ocorrer agora dia 31 de Agosto de 2012 e só em Julho de 2015 está previsto a ocorrência de uma nova Lua Azul. O nome Lua azul remonta ao século XVI quando as pessoas notavam que a segunda lua em um mês tinha uma coloração mais azulada, embora hoje em dia saibamos que a lua só adquire coloração azulada num fenômeno ótico relativo ao próprio satélite que ocorre de 400 em 400 anos. Entretanto entre os celtas, por exemplo, a lua excedente do ano era chamada de lua do vinho porque geralmente ela ocorria antes da lua do sangue e por isso teria o mesmo aspecto de sua sucessora.

  Na comunidade pagã, as origens do significado de uma lua azul podem variar. No entanto, a grande maioria com certeza, acredita que a segunda lua cheia detém o conhecimento da Deusa avó (deusa no aspecto de velha mãe) (ou Crone) e contém, portanto, 3 vezes mais sabedoria e poder. Isto pode estar associado com a Deusa em suas 3 formas porque ela seria ao mesmo tempo solteira (virginal), mãe e idosa. Também pode ser associada em alguns ritos ocultistas com as 3 naturezas do ser como Mente, corpo e espírito. Em outras tradições pagãs a Lua Azul é vista como a transição da Avó ou Crone para o nível Divino da existência. Ela torna-se uma expressão da evolução da sabedoria, bem como um exemplo do ciclo de vida.
Outra opinião é que a lua azul representa um tempo de comunicação intensa ou mais clara entre nosso ser físico e nosso ser Divino. Muitas vezes, a energia do Divino é visto na forma de Deusa avó ou a Deusa Crone. Também pode ser visto como um elo entre o físico e o espiritual, tornando a comunicação com o espírito mais fácil. 

 Qualquer que seja a tradição é unanime o poder da lua azul. É um momento poderoso e auspicioso para trabalhar o eu interior, a religiosidade, a intuição e potencializar os poderes psíquicos, além de ser uma ocasião ideal para quem está pensando em realizar o ritual de iniciação.

Ritual: O ideal é que hoje vocês busquem algo que realmente precisam. Se você estiver em busca de um amor, de sabedoria, de prosperidade, enfim, todo ritual terá 3 vezes mais poder durante essa lua. Você deve decorar o altar e o recinto com símbolos do que você deseja alcançar. Recomendo entretanto, que vocês demarquem o circulo com treze velas (representando as 13 luas cheias), sendo que no perímetro do circulo ficarão doze velas e no centro do circulo você colocará aquela que representa a lua azul. Algumas pessoas preferem colocar todas as velas brancas ao redor do circulo e no centro uma vela azul, eu pessoalmente gosto de colocar velas coloridas representando a essência de cada uma das 13 luas, ficando assim: vermelho, azul-claro, verde escuro, roxo, preto, branco, verde-claro, rosa, laranja, amarela, marrom e branco novamente, ficando a vela azul escuro no centro do circulo. Comecem o ritual como de costume, com todas as preparações pré-rituais que já estão acostumados e com a abertura do circulo e as invocações. É bom iniciar com um agradecimento de tudo que já alcançou com a ajuda da deusa nos esbats anteriores, algumas pessoas fazem isso com um poema, mas uma simples oração de agradecimento já terá um poder enorme. Peça a deusa também que o ilumine e que lhe transmita força, sabedoria, proteção e longevidade. Feito isso você pode agora realizar o ritual de sua escolha que pode ser de qualquer área da vida espiritual ou material em que você esteja precisando. Um sortilégio bem interessante para ser realizado durante o esbat é o pote dos desejos, na verdade não é bem um pote, é mais um vidrinho ou uma garrafinha de vidro se preferir. Se puder pinte o vidrinho de azul e o enfeite de acordo com sua imaginação, durante o ritual você deverá escrever pedidos que você deseja muito que aconteçam antes da próxima lua azul, enquanto escreve visualize os seus desejos se tornando realidade, tenha fé em tudo que você faz, feito isso eleve o pote a luz da lua e diga algo como:
“ Lua Azul desejos vou lhe enviar                                                                                  
Que a Deusa Mãe ouça os meus pedidos
Os desejos, objetivos e sonhos que aqui tenho estão
Atribuidos do meu poder, do poder de tudo que me cerca e do seu poder divino
Em dois anos de tempo verei resultados desses desejos atraídos até mim
Neste frasco os depositarei
E selarei com magia de amor e confiança
Que agora se manifesta na sua luz divina que irradia sobre mim
Que assim seja”
O frasco deverá ser lacrado e permanecer discretamente em seu altar até a próxima lua azul, onde você poderá deslacrar, ler os pedidos em voz alta e agradecer por suas conquistas obtidas e voltar a fazer o ritual no mesmo recipiente. Esse esbat também é muito propicio para a realização de elixires lunares, onde você pode escolher a opção que eu demonstrei no esbat desse mês aqui.
Concluido o ritual que vocês escolheram fazer terminem o esbat como de costume, agradecendo e fechando o circulo. Seria bom deixar no altar como oferenda um cálice de vinho, essa noite também é propicia ao contato com elementais e seres místicos, deixar oferendas para eles como frutas também seria uma boa escolha. Se você é adepto da Fairy Wicca ou gosta de ter contato com o povo das fadas, experimente deixar uma maça ou mel com um pequeno pedido no seu jardim, elas de certo aprovarão sua ação ;)
Bom, isso é tudo. Tenham uma lua azul abençoada ;)

Nota: Alguns covens tem uma tradição de realizar um banquete nessa noite regado a vinho e bolos em honra as deusas e sua sabedoria, fica a seu critério como bruxo solitário realizar o banquete.

Visualização: ver com a mente é necessário para a magia



  Visualização é uma das coisas mais importantes de rituais religiosos, sejam eles pagãos ou não. A visualização consiste num processo de formação de imagens mentais o mais próximo possível do objeto real. No caso da magia, a visualização é utilizada como forma de formar as imagens dos objetivos de rituais e como forma de direcionar o poder pessoal e a energia natural durante a magia.
  Durante nossos rituais nós utilizamos muito a visualização, desde a abertura do circulo (onde visualizamos o circulo de poder se formando), até mesmo os próprios atos mágicos e rituais (visualizar o que estamos pedindo, o que estamos recebendo e etc). tudo isso é imprescindível para que um ritual dê certo, sem visualização você provavelmente nunca conseguirá um ritual bem sucedido.
   Ao contrário do que muitos pensam a visualização é função da mente consciente, ou seja, é algo que você pode controlar plenamente e pode e deve exercitar. A visualização deve ser entendida como um grau elevado da visão: o ver com a mente, literalmente.
  E como exercitar a visualização? É importante observar que a visualização anda sempre junta da meditação, porque essa prepara e estabiliza o seu corpo para que sua mente possa ficar livre na visualização. Se você ainda não leu o post sobre meditação essa é a hora.
  Um primeiro exercício simples de visualização consiste em que você relaxe seu corpo em uma posição confortável e comece a visualizar as fases de uma planta: veja a semente, veja a brotar, crescer, dar flores, frutos e murchar até morrer. Não tenha pressa e visualize com o máximo de realidade que conseguir. Esse exercício vai te ajudar sobretudo na visualização de objetivos exatos durante rituais, porque você está direcionando o seu pensamento para apenas um objeto em diferentes fases, mas o mesmo objeto. Se lembre sempre durante seus rituais de visualizar com o máximo de exatidão e certeza todos os elementos e objetivos envolvidos.
  A visualização e a meditação também são os primeiros passos para uma experiência espiritual inigualável: a projeção astral, também conhecida por viagens astral entre outros nomes. Um exercício para treinar a visualização de uma forma mais intensa e mais propensa a viagem astral (que publicarei em breve) é a que Scott Cunningham apresenta em um dos seus livros. O exercício possui 4 passos:

1º passo: Sente-se ou deite-se confortavelmente de olhos fechados. Relaxe seu corpo. Respire fundo e acalme sua mente. Figuras continuarão a surgir em sua mente. Escolha uma delas e mantenha-s. Não permita que surjam outras imagens que não a que escolheu, Mantenha essa imagem o mais que puder, deixando-o em seguida sumir e finalizando assim o exercício. Quando puder reter uma imagem por mais do que alguns minutos estará pronto para passar para outro passo.

2º passo: Escolha uma imagem e a retenha em sua mente. Você pode optar por tê-la fisicamente presente e estudá-la antes, analisando cada detalhe – o modo como as sombras se formam, suas texturas, cores, até mesmo um odor. Pode escolher uma pequena forma tridimensional. Após estudá-la cuidadosamente, feche os olhos e veja o objeto diante deles – como se estivesse com os seus olhos físicos abertos. Não olhe para o objeto físico novamente com seus olhos físicos, mas sim com a sua imaginação mágica – com seus poderes de visualização. Quando puder manter essa imagem perfeita por mais de 5 minutos prossiga.

3º passo: Visualize algo, qualquer coisa, mas de preferência algo que nunca tenha visto. Agora feche seus olhos e veja – realmente veja esse objeto em sua mente. Ele nunca existiu, você está criando por meio de sua visualização, sua imaginação mágica. Torne esse objeto real. Vire-o em sua mente para que possa vê-lo de diversos ângulos. A seguir deixe que desapareça. Quando puder sustentar qualquer imagem criada por cerca de 5 minutos avance para o próximo passo.

4º passo: Mantenha uma imagem criada em sua mente com os olhos abertos. Tente mantê-lo visível, real, palpável. Olhe fixamente para uma parede, para o céu ou uma rua completamente movimentada, mas veja o objeto lá. Torne-o tão real que possa tocá-lo. O verdadeiro teste da visualização está em nossa capacidade de tornar o objeto tão real(ou estrutura) visualizando, tão real e parte de nosso mundo.
Depois que você conseguir realizar plenamente esses exercícios estará apto para realizar com êxito qualquer feitiço, ritual e projeção astral!

Vamos fazer da meditação e da visualização hábitos para podermos desenvolver nossas práticas com maior eficácia e evoluir espiritualmente em conhecimento ;)

Joias rituais ou amuletos diários


Utilizamos no nosso dia a dia diversos adornos desde joias a bijuterias, mas ela não tem seu poder no seu custo e sim no seu significado. O significado de certas joias pode mudar de acordo com a tradição, então é sempre bom consultar seu coven (se vc for integrante de algum) para saber qual a posição da tradição sobre eles.

Anéis


  O Anel fez-se presente em diversas épocas e situações da história do homem. Podemos relembrar o legendário anel com selo de Salomão, a estrela de seis pontas, utilizado para afastar o mal. No ano de 350 a.C. Aristóteles menciona um oráculo que utilizava o tilintar sincronizado de dois anéis presos a fios, indicando o momento propício a uma determinada ação. O mesmo filósofo mencionou o fato dos cartagineses oferecerem anéis aos seus oficiais a cada vitória alcançada, reforçando aí a imagem de nobreza que cerca o Anel desde os tempos mais antigos.
  As ligações do Anel com o Esotérico sempre foram muito intensas. Ao utilizar pedras preciosas, os anéis podiam atuar como amuletos, elementos curativos, protetores, entre outros. No momento da morte o anel era retirado do indivíduo para facilitar seu desligamento do mundo material. Na Literatura Ocultista encontramos pequenas "receitas" de como fabricar todos os gêneros de anéis capazes de fornecer poderes ocultos. Anéis quebrados simbolizam promessas rompidas. A perda do anel anuncia uma tragédia.
  Entre gregos e romanos o direito de usar o Anel era concedido apenas aos cidadãos beneméritos, o metal empregado era o ferro. Os sacerdotes de Júpiter podiam usar anéis de ouro, era o Anel Pastoral. Ou seja, o anel sempre foi um símbolo poderoso, falaremos agora do formato do anel (não irei me ater as pedras que podem ser utilizadas pq essas mantém suas próprias propriedades que podem ser verificadas na enciclopédia de pedras e cristais disponível para download aqui no blog.
  A forma mais antiga e usual de anel é o redondo, envolvendo o dedo. É o símbolo do amor, da eternidade do casamento e um dos talismãs mais utilizados nas práticas mágicas. Esse conhecimento e essa valorização do anel como peça importante tem suas origens no Velho Egito,  no British Museum, da Inglaterra, há um anel de ouro, com um engaste liso e oval, onde consta a seguinte inscrição: "Maãt, a dourada dama de ouro das duas terras". Segundo estudos feitos, o anel foi feito entre 1000 e 1200 A.C., isto é, em torno de três mil anos.
   O círculo sempre foi considerado um símbolo mágico, porque representa a vida, segundo os iniciados, já que não tem princípio nem tem fim, mas é uma constante renovação, algo em que os egípcios acreditavam piamente e no que investiram todo o seu conhecimento. Para nós wiccanos também é um forte símbolo já que representa para nós o grande ciclo da vida, da natureza, a roda onde todos nós giramos. É tanto que em muitas tradições ao se iniciar o neófito recebe um anel incrustado com um cristal que o representa, afirmando assim sua iniciação e compromisso com a religião e com o eterno ciclo da mãe natureza, o ciclo da vida.
 A aliança mesmo fora do contexto exotérico tem um grande significado. Já vi lendas circulando de que a prática da aliança remonta a uma lenda chinesa, mas isso não é verdade. O uso da aliança no dedo anelar é uma tradição romana, porque os romanos acreditavam que no dedo anelar havia uma veia que era ligada direto ao coração e por isso o uso da aliança no dedo anelar nos casamentos.


Porém os  orientais acreditavam que os anéis  se vinculavam a um centro de energia, os “chacras”, e que tornava as pessoas mágicas e abençoadas dependendo de em qual dedo utilizavam o anel. Por exemplo:
O dedo polegar simboliza a força de vontade em uma pessoa. Esse dedo está conectado com o EU interior de uma pessoa. No caso de você ter usado um anel neste dedo, você precisa ficar atento às mudanças que acontecem em sua vida. O anel, então, ajuda a aumentar a sua força de vontade.
O dedo indicador representa liderança, autoridade e ambição. Esse dedo é considerado como representante de um certo tipo de poder. Isto foi particularmente observado antigamente, quando reis poderosos usavam anéis em seu dedo indicador. Portanto, usando um anel neste dedo iria ajudá-lo a dar um impulso nessa direção.
O dedo médio representa a individualidade de uma pessoa. Localizado no meio, ele simboliza uma vida equilibrada. Usando um anel neste dedo irá ajudá-lo a adicionar equilíbrio à sua vida.
O dedo anular é o quarto dedo. Este dedo anelar da mão esquerda tem uma conexão direta com o coração. Portanto, o anel de casamento é usado neste dedo. Ele também representa as emoções (afeto) e criatividade em uma pessoa. Usando um anel na mão direita iria ajudá-lo a tornar-se mais otimista em sua vida.
O dedo mindinho representa tudo sobre relacionamentos. Esse dedo é tudo sobre a nossa associação com o mundo exterior, em comparação com o polegar, onde concentra o eu interior. O mindinho representa a nossa atitude para com os outros. Usando um anel neste dedo ajuda em suas relações, particularmente em termos de casamento e ajuda a melhorar as relações comerciais também. Também ajuda a mudar a atitude de uma pessoa para se relacionar melhor no geral.

  Um sortilégio muito bonito do povo cigano consiste em numa noite de Lua Cheia, junto a uma fogueira. Um anel de ouro ou de prata era deixado dentro de uma caneca de cobre ou bronze, contendo vinho.  A caneca era posta junto ao fogo, até que o vinho fervesse. Quando isso acontecia, seu conteúdo era derramado sobre um lenço para se retirar o anel. Ainda quente, mas não a ponto de provocar queimaduras, o anel era posto no dedo indicador da mão direita para proteger seu proprietário contra as moléstias e outras manifestações sobrenaturais voltadas para o mal.
  Apesar de o anel circular ser o mais comum existem outros formatos de anéis. O quadrado por exemplo possui grande relação ao conhecimento ligado à terra, às quatro dimensões e às quatro direções. Também é um tipo de anel relacionado ao conhecimento material, ou seja a sabedoria terrena, tanto que os anéis de formatura originais eram quadrados. Muitos magos utilizam esse tipo de anel no dedo mindinho. Os anéis triangulares são os mais raros e geralmente são utilizados somente em cerimonias especificas nos ramos ocultistas, idem outros formatos mais peculiares.
   Um anel pode conter diferentes símbolos, pedras e o poder denotado ao anel vai variar de acordo com eles. Alguns podem se tornar amuletos ou símbolos para serem utilizados no dia a dia, outros são as chamadas joias rituais que são consagrados para usar apenas durante os rituais.

Colares, cordões, gargantilhas, pulseiras e pingentes.

Como podemos formar um circulo com os colores, cordões e gargantilhas eles assumem as mesmas propriedades do anel tradicional, ou seja, uma representação do eterno ciclo. Claro que os significados também podem variar de acordo com o material do qual é feito sendo atribuído assim as características do metal e obviamente do pingente.
Uma escolha interessante entre os noivos de algumas tradições wiccanas é ao invés de utilizar a aliança no dedo, a usam como pingente num colar, ficando assim representado o símbolo do infinito pelo entrelaçamento do circulo do anel com o do colar.
Como pingentes podem ser utilizados pedras ou símbolos. No caso de pedras é comum que eles se tornem amuletos com as características da pedra usada. Muitos são os símbolos estampados nos medalhões, e variam o significado de acordo com o símbolo que representam, o mais comum deles entretanto é o pentagrama. Muitos acreditam ou o transformam em amuletos protetivos, mas o maior uso do pentagrama é como um símbolo de reconhecimento. Como assim símbolo de reconhecimento? Calma, eu explico: a maioria dos pagãos usa o pentagrama para demonstrar sua devoção a religião, aos elementos e a elevação do espirito.

Coroas e diademas

Na wicca elas são as principais joias rituais, geralmente as sacerdotisas de um coven recebem uma diadema ou tiara quando são ordenadas e as usam durante os rituais. Com a msm representação do circulo, porém ela tbm é um símbolo da deusa, se vc é praticante solitário nada te impede de abençoar  usar sua própria coroa ou diadema durante seus rituais.

Cetro
É raro mas, em alguns covens o alto sacerdote utiliza um cetro que as vezes é incrustrado com as pedras que representam os deuses seguidos pela tradição. Ele representa além do intercambio entre céu e terra, fazendo um elo de ligação, também o símbolo fálico do Grande Deus.


Vampiros: nem sempre como o cinema mostra!


  Primeiro, apesar de eu ter aceitado os vários votos que fizeram em vampiros como seres místicos quero esclarecer que eles não são tratados como seres místicos! Muito menos são seres que podem ser contatados, ou seja, com os quais possamos trabalhar assim como os dragões e as fadas. Então vou escrever sobre eles num único e longo post apenas para satisfazer a curiosidade de vocês e alertar um pouco sobre estes “seres”. 

  Perigoso e imortal, o vampiro é o monstro mais temido e de longe um dos mais poderosos. O gênero é mais popular do que nunca agora graças as séries de TV True Blood e Vampire Diaries, e da série de romances de Stephenie Meyer, que foram adaptados para a tela, atingindo milhares de fãs de vampiros novos. Mas por trás do mito, existe uma realidade e sinto afirmar que ela não é nem um pouco doce e ingênua ou mesmo fantástica como algumas séries pontuam.

TERMINOLOGIA

É
difícil fazer uma descrição unificada do vampiro folclórico, pois suas propriedades variam muito entre as diferentes culturas e épocas. Vampiros lendários são mencionados antes de 1730 - muitas vezes se sobrepõem às características de vampiros literários e em outras vezes os contradiz totalmente. Além disso, os estudiosos ocidentais que tentam rotular fenômenos semelhantes em todas as culturas têm comumente confundido os vampiros eslavos com mortos-vivos em culturas distantes, por exemplo, China, Indonésia, Filipinas.

Algumas culturas têm
histórias de vampiros não-humanos, tais como animais, como morcegos, cães e aranhas. Os vampiros também são alvo freqüente de cinema e ficção, ainda que esses vampiros fictícios tenham adquirido um conjunto de traços distintos dos vampiros folclóricos. O estudioso moderno de vampiros deve esquecer todos os seus conceitos anteriores do vampiro, especialmente aquelas obtidas de livros ou filmes, e começar de novo com a mais simples definição, a mais universal de um vampiro.
 
Uma definição
comumente aceita é a de que o vampiro é um corpo morto que continua a viver na sepultura, a qual deixa, no entanto, de noite, com o propósito de sugar o sangue dos vivos, pelo qual se alimenta e preserva em bom estado seu corpo, em vez de se decompor como outros cadáveres.
 
O Dicionário
Internacional de Webster define um vampiro como "um fantasma sugador de sangue ou corpo reanimado de uma pessoa morta. Acredita-se que saem das sepulturas e passeiam à noite sugando o sangue de pessoas adormceidas, causando sua morte. "

Etimologia de vampiro

O Dicionário de Inglês Oxford data a primeira apariçao da palavra vampiro em inglês em 1734, em um diário de viagem intitulado Viagens de Três Cavalheiros ingleses publicados no Miscellany Harleian em 1745. A palavra vampire em inglês é emprestada da original vampire do francês, por sua vez emprestado no início do século 18 do sérvio вампир / vampir, ou, segundo algumas fontes, a partir do vampir húngaro. As formas da Sérvia e Hungria têm paralelos em praticamente todas as línguas eslavas: vampir alemão, búlgaro e macedônio вампир (vampir), República Checa e Eslovaca upir, polonês wapierz, russo упырь (upyr '), Bielorrússia упыр (upyr), ucraniano упир (upyr) , de Old упирь russo (upir ').


VAMPIRISMO


Vampirismo
é a prática de beber sangue de uma pessoa / animal. Na cultura e folclore popular, o termo geralmente se refere a uma crença totalmente erronea de que se pode ganhar poderes sobrenaturais ao beber sangue humano. A prática histórica do vampirismo pode ser geralmente considerado uma forma mais específica e menos comumente do canibalismo, apenas issoEm zoologia e botânica, o vampirismo também é um termo usado para se referir a sanguessugas, mosquitos, morcegos, viscos e outros organismos que atacam os fluidos corporais de outras criaturas. Este termo também se aplica aos animais lendários da mesma natureza, incluindo o chupacabra. Quando o vampirismo é incorporado em um transtorno de personalidade psicopática o potencial para o comportamento extremamente perigoso é agravada como visto nos casos notórios criminosos. Muitos desses casos envolvem psicose obiviamente, no entanto, há uma subcultura de indivíduos que praticam o vampirismo de escolha e preferência o que na minha opinião é um absurdo e um total desproposito. Um ser vivo se alimentar do sangue de outro ser vivo nada lhe acrescenta a não ser os riscos de contaminação tanto física (doenças) quanto espiritual. Vampirismo é uma prática terrivel, porém quem a pratica não é um vampiro, por que como vimos anteriormente ser vampiro implica em ser um ser morto, sem vida e sem alma.

ORIGENS DOS VAMPIROS

Apesar da ocorrência de
vampiros como criaturas em civilizações antigas, o folclore para a entidade que hoje conhecemos como o vampiro se origina quase que exclusivamente a partir do início do século 18, no sudeste da Europa. A crença em tais lendas era tão difundida nessa época que em algumas áreas causou histeria em massa e mesmo execuções públicas de pessoas que acreditavam ser vampiros. Muitas teorias têm sido propostas para explicar as raízes culturais de vampiros. Comentários dos estudiosos variam de sepultamento prematuro ao desconhecimento inicial do ciclo do corpo de decomposição após a morte. Há também o número de condições médicas reais que podem resultar em comportamento vampírico ou aparência., os vampiros são frequentemente associados com rituais ocultistas e experiências paranormais onde o sangue é a metáfora de algo mais sutil, uma fonte de energia vital.
VAMPIRO UNIVERSAL

Sob o
termo genérico de vampiros, muitas criaturas diferentes estão juntos. O caráter, o propósito ea maneira de as manifestações dependem dos tipos de vampiros, como a sua designação, com o ambiente e o plano da cultura.
A noção de
vampirismo existe há milênios, culturas, tais como os mesopotâmios, hebreus, gregos e romanos tinham contos de demônios e espíritos que são considerados precursores de vampiros modernos. Conhecido sob uma miríade de nomes e Denominações em milhares de línguas utilizadas por nossa espécie, os vampiros são geralmente conhecidos como espíritos que deixam o túmulo, geralmente à noite, para atormentar os vivos e sugar seu sangue. Eu não vou me aprofundarnessa mitologia se não o assunto poderia se extender mais do que pretendo, mas quem é curioso sobre o assunto pode procurar lendas gregas, romanas, eslavas, inglesas e hungáras sobre os vampiros e notar que em nenhuma delas o vampiro se assemelha com a imagem de vampiro que temos hoje em dia. 

TIPOS DE VAMPIROS

muitos traços diferentes e poderes associados com vampiros míticos que mudaram com os tempos. E, como conseqüência, há muitos tipos de vampiro de acordo com a aceitação popular moderna do termo. A maioria das mudanças ou novas adições ao mito vem da cultura popular na forma de romances, histórias em quadrinhos e graphic novels, role-playing e video games, televisão e filmes. Se a existência do mítico vampiro nunca foi provada, aqueles quese  inspiram neles são legiões e até morreriam para se tornar um.  Aqui eu vou explicar apenas um pouco sobre o verdadeiro vampiro mitico.

De acordo com a definição clássica que reinou na idade média, um vampiro é um cadáver animado que sobrevive bebendo o sangue dos vivos. Ele também tem uma natureza demoníaca ou seja, essencialmente má, dedicada a espalhar a sua maldade em todo o mundo. Bram Stocker (criador e escritos de Dracula) adicionou muitas características desejáveis ​​para o vampiro, o mito foi depois explorado e aperfeiçoado por numerosos artistas e filósofos.

O corpo de um vampiro é tecnicamente morto pelos padrões humanos. Pode-se dizer que o corpo de um vampiro está em um estado permanente de decadência, animado por uma força sobrenatural ou espírito residente em sua forma corpórea, e mantido vital por alguma energia mágica que alguns se referem como ichor.

Segundo a maior parte das lendas os vampiros normalmente aparecem como "normais" aos seres humanos, a menos que eles sejam despertados por sede de sangue ou estejam furiosos. Em tais casos, o aparecimento de presas caninas pode ser visto; acompanhado por olhos vermelhos e uma face predatória. Vampiros são famosos por não ter sua imagem refletida em nenhuma superficie (embora eles façam sombras).

Suas imagens não podem ser capturadas em filme, fita de vídeo ou de vídeo digital. Da mesma forma, o som que eles fazem (vocal ou não) não pode ser capturado em nenhum dispositivo de gravação digital ou analógica.

O vampiro precisa de sangue humano fresco para seu sustento. Embora alguns tipos de vampiro como o chupa cabra também se alimente de sangue animal. Novos ou "jovens" vampiros precisam se alimentar uma vez a cada duas noites, a fim de sustentar sua existência. Alguns "mais velhos" vampiros e Regentes vampiros podem resistir sua sede de sangue e sobreviver por longos períodos sem alimentação, às vezes em um período de várias semanas a um mês inteiro.

No entanto, um vampiro privado de sustento viável para quantidades prolongados de tempo será rapidamente envelhecido até que ele atinja a sua idade real - normalmente a revelar-se fatal, como a maioria dos vampiros são mais velhos do que a média expectativa de vida humana.
Ninhos

Embora existam muitos casos de vampiros solitários (ie - vampiros que operam e viajam sozinhos), essas criaturas também são conhecidos por coabitar com o outro, formando o que é conhecido entre os caçadores de vampiros como um "ninho". A quantidade de vampiros varia entre 2 - 20 vampiros em um único ninho, geralmente controlada por qualquer vampiro de maior potência (o mais velho) ou um Regente Vampiro.


DEIXANDO A FICÇÃO DE LADO
  Deixando as lendas e mitologias de lado quero deixar alguns pontos claros. Muitos ocultistas, magos e bruxas acreditam na existencia de vampiros. Basicamente são aceitados no mundo da magia dois tipos de seres considerados vampiros.

Monstros ou espiritos vampirescos: São aqueles monstros (incluindo msm os vampiros mitologicos), seres e espiritos vagantes que se alimentam da energia vital dos seres humanos. Essa energia vital também é conhecida por nós como poder pessoal (e nós sabemos que esse poder é grande já que também o utilizamos para gerar energia mágica durante rituais). Esses seres extraem a energia vital de muitas formas, não só com a habitual mordida seguida da sucção do sangue (o sangue é preferido por vampiros por que nele está presente grande parte da nossa força vital), eles podem extrair a nossa força vital de uma forma fisica (através da sucção do sangue por exemplo), de uma forma psiquica (são os casos dos vampiros sexuais também conhecidos como inccubus e succubos) e de uma forma astral (espiritos que se alimentam de energias positivas ao redor da nossa aurea).

Pessoas com energia sugadora ou vampiros astrais: Vulgarmente nós as apelidamos de vampiras, embora muitas vezes elas próprias não tenham consciência de sua condição. São aquelas pessoas quem muitas sem notar sugam as energias positivas ao seu redor, uma espécie de vampiros astrais, é aquele tipo de pessoa que você encontra quando está feliz e depois dela sair você sente aquele peso enorme em você como se toda a felicidade que você sentia tivesse se esvaido. Essas pessoas também tem o triste dom do famoso “mal olhado”, então é bom estar sempre atento com pessoas assim.

Uma forma eficaz de manter tanto os monstros ou espiritos vampiros e esssas pessoas de energia ruim fora da sua casa é manter sempre sua energia equilibrada para evitar que até vc msm não se torne uma pessoa "sugadora de energias" e proteger sua casa com energias protetivas tanto de plantas como a samabaia quanto de pequenos feitiços e sortilégios. satisfeita a curisidade de vocês até a próxima.

Esbat de Agosto - Lua da Tempestade



  Esse esbat está intimamente associado ao Sabbat Imbolc e consequentemente tem as mesmas propriedades de purificação, limpeza e transformação de energias do Imbolc. Assim como o sabbat este esbat também é dedicado a Brigid e a todas as deusas da fertilidade, por isso aconselhei no post passado que caso queiram juntar este ano as comemorações de Imbolc com o esbat podem ficar a vontade.

  Esse esbat recebe o nome de lua das tempestades ou lua das sementes porque esse é um mês onde relativamente ocorrem mais chuvas e tempestades que deixam o solo pronto para a vida que germina (lembrando que no Brasil pelo clima tropical isso nem sempre acontece). Esta lua é aquela que está ligada profundamente à nova vida, fertilidade e renascimento. Se você está esperando para conceber um filho, este é um ótimo mês para “tentar” ou fazer rituais ligados a fertilidade e a concepção. A própria terra se torna mais fértil agora, trabalhos de magia este mês devem se concentrar no crescimento e renascimento tanto material como espiritual e sempre de uma forma positiva.

  Para quem vai optar por celebrar o Imbolc e o Esbat separados (dia 1 e 2 de agosto respectivamente) segue abaixo um pequeno ritual, lembrando que esse mês ainda teremos a lua azul ou lua do vinho.

Ritual: A decoração desse esbat é em suma a mesma do Imbolc, inclusive as cores, essências, flores e etc. Os aspecto pré-rituais são os mesmos de sempre, nessa noite de esbat coloque o seu caldeirão cheio de água no centro do circulo (que se vcs desejarem pode ser demarcado com velas azuis ou brancas simbolizando o movimento purificador das águas). Depois de lançarem os círculos e fazerem as invocações realizem uma meditação focada na água em seu caldeirão. Vislumbrem as trevas se dissipando e dando espaço as luzes e cores da primavera,  o circulo se renovando mais uma vez. Faça uma homenagem a deusa, agradecendo a sua bondade em agraciar a terra mais uma vez com a fertilidade da vida, dancem, cantem, divirtam-se honrando a deusa. Façam o ritual de puxar a lua pra baixo (de uma forma mais simplificada, esse ritual consiste em evocar a força lunar e a visualizar a penetrando e iluminando todo o seu corpo) direcione toda a energia para a água no caldeirão, olhe para a superfície da água abençoada pelos poderes da deusa, com o dedo indicador toque na água e sinta a energia poderosa e protetiva, molhando o dedo indicador desenhe um pentagrama em sua testa para que a proteção e energia inundem você e assim como as águas permitiram que a terra se renove, ela também permitirá a sua renovação. Essa água pode ser guardada em uma garrafa no seu altar para fins mágicos como bênçãos protetivas e etc, ou até mesmo para ser usada em poções. O ritual termina quando você elevar seus braços a lua e mais uma vez sentir aquela conexão, a deusa está em você, acredite e você sentirá a força e luz inundando seu corpo, força essa que te guiará até a próxima lua cheia.  Se desejarem essa noite poderão fazer algum feitiço ou poção relacionado com a transformação, a fertilidade e etc.  Encerrem o ritual como de costume e que a deusa lhes abençoe e faça de suas vidas um campo fértil em todas as áreas possíveis.