☽★☾ Grimório da Luna

Um blog dedicado a orientação de iniciantes e praticantes solitários da wicca. Blessed be!

Ano novo do calendário solar ocidental - mais pagão do que você deve imaginar!

  
 O ano novo do ocidente (em 31 de dezembro para 01 de janeiro) pode até parecer cristão, mas na verdade suas origens são tão pagãs quanto as origens do natal. O calendário atualmente utilizado pelo ocidente, o gregoriano, tem uma história interessante, ele deriva praticamente inteiro do calendário juliano que era vigente na Roma pagã, pra ver a história de todos os calendários leiam esse texto que é super interessante http://www.superdicas.com/milenio/calendar.asp
 Diferentes culturas sempre comemoram a passagem do ano como um ritual festivo de representação do início de um novo ciclo de vida, novos acontecimentos, transformações e simbologia de renascimento (como nós fazemos em Samhain). As primeiras comemorações tiveram início há cerca de 2 mil anos antes da era cristã, quando os antigos babilônios festejavam o recomeço do ciclo anual, época que coincidia, não casualmente, com o início da primavera no hemisfério norte e a plantação de novas safras. O ritual de comemoração do Ano Novo teve uma origem diretamente ligada à natureza, aos ciclos celestes e lunares e à agricultura – daí a idéia de recomeço, preservada até os dias atuais. A comemoração do povo da Babilônia durava vários dias e equivaleria, hoje, ao dia 23 de março. Foram os romanos que, em 1582, determinaram a mudança da data para o dia 1° de janeiro onde o festival do Ano Novo ficaria ligado ao deus pagão Janus, de onde veio o mês de Janeiro - Januárius. (Janus é o deus romano que protege os átrios e os lares. É representado por uma cabeça com dois rostos: um olhando para o passado e outro para o futuro, dando a entender que tem total conhecimento tanto do passado como do futuro.) Em 1º de Janeiro, em sua honra, os romanos trocavam presentes entre si. As nações cristãs adaptaram o calendário juliano e o transformaram no calendário Gregoriano em honra ao Papa Gregório VIII. (na prática quase nada mudou)
 Com o passar do tempo, o calendário gregoriano tornou-se quase universal e foi introduzido em países não católicos. As inevitáveis promessas feitas em toda passagem de ano – tão comuns quanto não cumpridas – também fazem parte de uma antiga tradição babilônica: ao invés de prometerem levar uma dieta a sério, arrumar namorado ou parar de fumar, eles juravam devolver os equipamentos de agricultura emprestados de amigos, honrar mais os deuses e etc.
Os gregos utilizavam um bebê como tradição simbólica do Ano Novo, desfilando com ele em homenagem a Dionísius, o deus do vinho. O ritual representava o espírito da fertilidade pelo renascimento anual desse deus. Foi só em 1885, na França, que se criou a palavra hoje popularizada “Reveillon” (que vem de um verbo francês que significa despertar). Foi lá também que utilizou-se pela primeira vez a expressão “fim de século”.

TRADIÇÕES PAGÃS QUE PODEM SER USADAS NO ANO NOVO SOLAR OCIDENTAL.
Os Romanos se presentavam com guirlandas ou com ramos verdes, nas festas do Ano Novo, em Janeiro. Acreditava-se que carregando os ramos para dentro de casa, estariam trazendo as bênçãos da natureza, pois, "para os pagãos, a natureza é portadora de espíritos e divindades". Talvez venha daí o surgimento da guirlanda dos dias de hoje que alguns utilizam na porta das casas no natal.
Um costume antigo era jogar três moedas douradas pra dentro de casa pela porta da frente durante a virada do ano, acreditava-se que isso traria fartura e bênçãos financeiras ao lar.
Na índia algumas pessoas faziam uma grande fogueira e atiravam objetos que representassem tristezas ou doenças do ano que está indo embora. Muitas das tradições de ano novo que são usadas no Brasil (cor da roupa, comer uvas, saltar ondas) são de origens de cultos africanos ou afro-brasileiros.
 Bem o que não faltam são simpatias para a virada do ano. Muitos pagãos preferem não comemorar (fica a sua escolha) por que julgam que o Samhain é o único ano novo para nós, mas também não podemos esquecer que vivemos em sociedade e que nem todas as pessoas estão presentes em nossas comemorações de Samhaim, então não há mal nenhum em comemorar com a família mais um ano comercial, afinal querendo ou não é um ciclo e que nós fazemos parte dele todos os dias. Mais como disse fica a você a escolha, independente das tradições, das simpatias e origens um feliz ano novo com sua família e amigos, porque a verdadeira magia está aí: harmonia com seus irmãos, não importa a religião.  

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