☽★☾ Grimório da Luna

Um blog dedicado a orientação de iniciantes e praticantes solitários da wicca. Blessed be!

As metas wiccanas


 A grande meta de todas as religiões é elevar a alma a um estado mais harmonioso com a divindade. Na wicca além desta meta temos também metas a serem cumpridas, ou melhor, metas que servem como um guia para os praticantes se manterem no caminho certo em busca da harmonização com o universo.
Sendo assim a wicca possui 13 metas:
1. Conhecer a si mesmo.
2. Saber a sua arte.
3. Aprender e buscar conhecimento sempre.
4. Usar o que você aprendeu corretamente.
5. Manter o balanço (equilíbrio) de todas as coisas.
6. Manter suas palavras verdadeiras.
7. Manter seus pensamentos verdadeiros.
8. Celebrar a vida.
9. Alinhar você mesmo com os ciclos da Terra.
10. Manter seu corpo saudável e forte.
11. Exercitar seu corpo, sua mente e seu espírito.
12. Meditar, relaxar e se controlar.
13. Honrar a Deusa e o Deus em todos os momentos.

 Existe um poema muito bonito de autoria de Rae Beth que se encontra no final do livro A bruxa solitária, ele se chama Resoluções de uma bruxa e vale a pena ser lido:
Que eu seja como a que tece o pano na floresta, profundamente escondida. 
Que eu possa fazer o meu trabalho sem interrupção. 
Que eu seja uma exilada, se é este o sacrifício. 
Que  eu  conheça  a procissão  sazonada do meu  espírito  e do meu  corpo,  e possa  celebrar os
quartos em cruz, solstícios e equinócios. 
Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima, nas árvores desenhadas no céu luminoso.
Que eu possa acariciar flores selvagens, cobri-las com as mãos. 
Que eu possa libertá-las, sem apanhar nenhuma, para viver em abundância. 
Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio. 
Que sejamos inocentes e despretensiosos. 
Que eu seja capaz de gratidão. 
Que eu saiba ter recebido a alegria, como o leite materno.  Que eu saiba isso como o meu cão, nos ossos e no sangue. 
Que eu fale a verdade sobre a alegria e a dor, em canções que soem como o aroma do alecrim,
como todo o dia e na antigüidade, erva forte de cozinha. 
Que eu não me incline à auto-integridade e à autopiedade. 
Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da terra e dos círculos de pedra, como raposa
ou mariposa, e não perturbar o lugar mais que isso. 
Que meu olhar seja direto e minha mão firme.
Que minha porta se abra àqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio. 
Que  os  que  jamais  andaram  descalços  não  encontrem  o  caminho  que  chega  à minha  porta.
Que se percam na jornada labiríntica. 
Que eles voltem. 
Que eu me sente ao lado do fogo no inverno e veja as achas brilhando para o que vier, e nunca
tenha necessidade de advertir ou aconselhar, sem que me peçam.  Que eu possa ter um simples banco de madeira, com verdadeiro regozijo. 
Que o lugar onde habito seja como uma floresta. 
Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços e árvores e flores, animais e pássaros,
todos conhecidos e por mim reverenciados com amor. 
Que minha existência mude o mundo não mais nem menos do que o  soprar do vento, ou o orgulhoso crescer das árvores. 
Por isso, eu jogo fora minha roupa. 
Que eu possa conservar a fé, sempre. 
Que jamais encontre desculpas para o oportunismo. 
Que eu saiba que não tenho opção, e assim mesmo escolha como a cantiga é feita, em alegria
e com amor. 
Que eu faça a mesma escolha todos os dias, e de novo. 
Quando falhar, que eu me conceda perdão. 
Que eu dance nua, sem medo de enfrentar meu próprio reflexo.

Leis wiccanas


 Alguém lendo isso agora pode estar se perguntando: leis na wicca? Mas ela não é uma religião livre e blá blá blá? É, mais como tudo na vida a wicca também tem suas leis, sendo uma das principais a máxima:
         "FAZEI O QUEREIS, DESDE QUE NÃO PREJUDIQUEIS NINGUÉM!"
  Muitas tradições ou covens possuem suas leis próprias que não se aplicam a outras tradições ou covens, porém a única lei universal da Wicca (e de outras religiões também) é a Lei Triplice.
  Esta Lei se baseia no princípio de que tudo que fizermos retornará para nós (aquele que pratica o ato) 3 vezes maior do que fizemos inicialmente.

Veja, se desejarmos, por exemplo, que uma determinada pessoa caia e quebre o nariz, pode ter certeza que mesmo demorando este desejo inicial retornará 3 vezes maior fazendo com que você (que desejou) caia, quebre o nariz, os braços e a cabeça!


É claro que isto é apenas um exemplo, mas acho que serve para você entender o significado da Lei Tríplice.


Devemos tomar muito cuidado com tudo o que fazemos na Wicca, pois o que pensamos estar certo pode voltar como uma bomba sobre nós.


Muitas vezes você pode interferir, sem saber, na vida de uma pessoa ou no curso natural das coisas ao seu redor. Esta interferência pode ser ruim para o caminhar natural das coisas ou pessoas.


Já parou para pensar que as pessoas têm seu livre arbítrio para fazer ou deixar de fazer o que bem entender?


Antes de ajudar uma pessoa que se encontra enferma numa maca de hospital, você precisa ter o consentimento dela, pois a SUA vontade de que ela melhore e saia do hospital pode ser contrária à da pessoa que quer mais é morrer, porque não vê mais sentido em nada!


O mesmo se aplica àquelas pessoas que por amor ou loucura, não sei, quer "amarrar", ou seja, obrigar uma pessoa, que nem sabe que ela existe, ficar de "4", perdidamente apaixonado e cego de amores...Acha isto certo? Acho que não, né? Pior ainda quando estas pessoas loucas de amor decidem fazer feitiços usando as energias e procedimentos mirabolantes para conseguir o que quer! E Conseguem!!!!!! Não é novidade nenhuma escutar casos de casamentos desfeitos e tragédias homéricas por causa destas ações. Com certeza, o troco chegará, cedo ou tarde, mas, chegará!


Para estas pessoas, um recadinho: CUIDADO!!!


Claudiney Pietro, em seu livro "Wicca - Ritos e Mistérios da bruxaria moderna", diz o seguinte:


"Quando interferimos no livre arbítrio de uma pessoa estamos efetuando um ato negativo contra a pessoa e contra nós mesmos. Quando um Bruxo faz isso, está trabalhando com a Baixa Magia, e ele pagará caro, pois o Universo nos retribui tudo o que emitimos aos outros numa escala de 3."


Ponha uma coisa em sua cabeça: NO UNIVERSO HÁ A FAMOSA LEI DO REFLEXO, OU SEJA, TUDO QUE VOCÊ FAZ, VOLTA PARA VOCÊ MESMO E MUITO MAIS FORTE! Ponto final e não discutamos mais sobre esta questão.


Claudiney, prossegue afirmando que os feitiços são parte integrante do núcleo operacional da Wicca. Este feitiço é colocado pelo autor como sendo "um conjunto de técnicas e conhecimentos específicos que quando colocados em prática, enviam uma projeção mental ao Universo"..."Um feitiço age DIRETAMENTE com a natureza"... "Tudo na natureza é vivo e possui energias específicas acumuladas"..."quando canalizadas corretamente, passam à agir em benefício daqueles que sabem utilizá-las".


Você precisar ser consciencioso quando usar suas energias em seus ritos. Tenha em mente que apesar de muitas vezes esquecermos deste detalhe, NÃO SOMOS SENHORES DA MAGIA, DAS PESSOAS E DAS SITUAÇÕES!


Scott Cunningham em seu livro Guia Essencial da Bruxa Solitária dá algumas dicas de como você utilizar bem seu poder evitando assim, ser punido por seu mal uso. Vamos a elas:


1. O Poder não deve ser usado para gerar danos, males ou para controlar os outros. (Se surgir necessidade para tais atos, o Poder deverá ser usado APENAS para proteger sua vida ou de outros);


2. O Poder só deve ser utilizado conforme as necessidades;


3. O Poder pode ser utilizado em seu benefício, desde que ao agir não prejudique ninguém;


4. Não é sábio aceitar dinheiro para utilizar o Poder, pois ele rapidamente controla o que o recebe. Não seja como os de outras religiões;


5. Não utilize o Poder por motivo de orgulho, pois isto desvaloriza os mistérios da Wicca e da magia;


6. Lembre-se sempre de que o Poder é um Dom sagrado da Deusa e do Deus, e não deve JAMAIS ser mal usado ou abusado;


Agora vai minha dica: antes de agir em favor ou contra algo ou alguém, pare, reflita em cada uma destas dicas de Scott Cunningham e veja se não fere nenhuma. Se estiver tudo certo, siga tranqüilo


Fonte Bibliográfica CUNNINGHAM, Scott: Guia Essencial da Bruxa Solitária, Editora Gaia; PIETRO, Claudiney: Wicca Ritos e Mistérios da Bruxaria Moderna, Editora Germinal

Antes de se iniciar

  
Antes de entrar em qualquer religião é fundamental que nós estudemos um bom tempo todos os apectos dessa religião e que tenhamos certeza de que é isso que queremos. A maior parte das pessoas muda de religião como quem muda de meia! E isso não deve ser assim, claro que todos tem seu livre arbitrio para permanecer ou sair de uma religião quando quiser, mas daí a considerar religiões por puro modismo é muito desrespeito.
  Eu sugiro que iniciantes na wicca estudem pelo menos um ano antes de se iniciar, nesse periodo vocês podem ler, esclarecer dúvidas, entender rituais e prática-los, criar um guia de estudo, enfim conhecer todos os aspectos da religião e assim decidir se querem trilhar o caminho da deusa ou partir para uma nova busca espiritual que lhe complete.
  Acho que o grande objetivo do meu blog é esse: Ser um guia de estudo para iniciantes. É tanto que eu indico livros, sites, blogs e etc. Tudo que eu vejo que realmente leva a arte a sério. Então fica meu conselho: estudem para terem certeza do que vocês querem, isso não vale só pra religião, tudo que nós fazemos entregues de corpo e alma acaba dando sempre muito certo.
Blessed be

Tradições da wicca

  
Nós já falamos sobre a origem da wicca, sobre as divindades e as datas sagradas (sabbaths e esbaths), agora antes de continuar tenho que esclarecer que assim como outras religiões a wicca também possui suas divisões internas chamadas de tradições. Algumas delas, erroneamente, podem se definir como a portadora da verdade, a wicca original e etc. Isso não existe porque a wicca não possui uma forma única, pertencer a uma tradição diz respeito somente a suas crenças e não que aquela ou aquela outra seja certa ou errada.

 Muitos wiccanos solitários preferem ser ecléticos quanto a sua forma de praticar a wicca, o que não é errado, pelo contrário, é muito interessante pois você mesmo está formando a sua tradição, seu próprio meio de se ligar ao divino.

 Existem centenas de tradições wiccanas, muitas delas pertencentes e originadas por pequenos covens, então eu vou apenas ilustrar algumas mais conhecidas.
 Tradição 1734: Tipicamente britânica é às vezes uma Tradição eclética baseada nas idéias do poeta Robert Cochrane, um auto-intitulado Bruxo hereditário que se suicidou através da ingestão de uma grande quantidade de beladona. 1734 é usado como um criptograma(caracteres secretos) para o nome da Deusa honrada nesta tradição.

Tradição Alexandrina: Uma Tradição popular que começou ao redor da Inglaterra em 1960 e foi fundada por Alex Sanders. A Tradição Alexandrina é muito semelhante à Gardneriana com algumas mudanças menores e emendas. Esta Tradição trabalha à maneira de Alex e Maxine Sanders, que diziam terem sido iniciados por sua avó em 1933. A maioria dos rituais são muito formais e embasados na Magia cerimonial. É também uma tradição polarizada, onde o Sacerdotisa representa o princípio feminino e o Sacerdote o princípio masculino. Os rituais sazonais, na maior parte são baseados na divisão do ano entre o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho e diversos dramas rituais tratam do tema do Deus da Morte/Ressurreição. Como na Tradição Gardneriana a Sacerdotisa é elevada autoridade máxima. Entretanto, os precursores para ambas Tradições foram homens. Embora similar a Gardneriana, a Tradição Alexandrina tende a ser mais eclética e liberal. Algumas das regras estritas Gardnerianas, tais como a exigência do nudismo ritual, são opcionais. Alex Sanders intitulou-se a certa altura "Rei das Bruxas", considerando que o grande número de pessoas que tinha iniciado na sua tradição lhe dava esse direito. Nem os seus próprios discípulos o levaram muito a sério, e para a comunidade Pagã no geral esse título foi apenas motivo de troça, quando não de repúdio. Janet e Stewart Farrar são os mais famosos Bruxos que divulgaram largamente a Tradição Alexandrina em suas publicações.

Tradicional Britânica: Uma Tradição com uma forte estrutura hierárquica e graus. Os Rituais estão centrados na Tradição Céltica e Gardneriana

Wicca céltica: Uma Tradição muito telúrica, com enfoques na natureza, os elementos e elementais, algumas vezes fadas, plantas, etc. Muitas " Bruxas Verdes" (Green Witches) e Adeptos do Druidismo seguem este caminho, centrado no panteão Céltico antigo e em seus Deuses e Deusas.

Tradição Caledoniana (ou caledonni): Uma tradição que tenta preservar os antigos festivais dos escoceses e às vezes é chamada de Tradição Hecatina.

Tradição Picta: É uma das manifestações da Bruxaria tipicamente escocesa. Na maioria das vezes é uma forma solitária da Arte. Seu enfoque prático é basicamente mágico e possui poucos elementos religiosos e filosóficos.

Bruxaria Cerimonial: Usa a Magia cerimonial para atingir uma conexão mais forte com as divindade e perceber seus propósitos mais altos e suas habilidades. Seus Rituais são freqüentemente derivações da Magia Cabalística e Magia Egípcia. Embora certamente, mas não de forma intencional, este caminho é infestado freqüentemente por egoístas e pessoas inseguras que usam a Magia Cerimonial para duas finalidades: adquirir tudo aquilo que querem e atingir níveis mais altos para poderem olhar de cima. Estes atributos não são uma regra em todos os Bruxos Cerimoniais, e há muitos Bruxos sinceros neste caminho.

Tradição Diânica: Algumas Bruxas Diânicas só enfocam seus cultos na Deusa, são muito politicamente ativos, e feministas. Outras Bruxas Diânicas simplesmente enfocam seu culto na Deusa como uma forma de compensar os muitos anos de domínio Patriarcal na Terra. Algumas Bruxas Diânicas usam este título para denotar que são "as Filhas de Diana", a Deusa protetora delas. Há Bruxas Diânicas que são tudo isto , algumas que não são nada disto, e outras que são um misto disto. A Arte Diânica possui duas filiais distintas:

- Uma filial, fundada no Texas por Morgan McFarland . Que dá o supremacia à Deusa em sua thealogy, mas honra o Deus Cornífero como seu Consorte Amado e abençoado. Os membros dos Covens dividem-se entre homens e mulheres. Esta filial é chamada às vezes "Old Dianic" (Velha Diânica), e há alguns Covens descendentes desta Tradição, especialmente no Texas. Outros Covens, similares na thealogy mas que não descendem diretamente da linha de McFarland, e que estão espalhados por todo EUA.

- A outra filial, chamada às vezes de Feitiçaria Feminista Diânica, focaliza exclusivamente a Deusa e somente mulheres participam de seus Covens e grupos. Geralmente seus rituais são livres e não são hierárquicos, usando a criatividade e o consenso para a realização de seus rituais. São politicamente um grupo feministas. Há uma presença lésbica forte no movimento, embora a maioria de Covens estejam abertos à mulheres de todas as orientações.

Tradição Georgina: Esta Tradição foi criada por George Patterson, que se auto intitulou como sendo um "Sumo Sacerdote Georgino". Quando começou o seu próprio Coven, chamou-o de Georgino, já que seu prenome era George. Se há uma palavra que melhor pode descrever a Tradição de George , seria "eclética". A Tradição Georgina é um composto de rituais Celtas, Alexandrinos, Gardnerianos e tradicionais. Mesmo que a maior parte do material fornecido aos estudantes sejam Alexandrinos, nunca houve um imperativo para seguir cegamente seu conteúdo. Os boletins de noticias publicados pelo fundador da Tradição estavam sempre cheio de contribuições dos povos de muitas outras Tradições. Parece que a intenção do Sr. Patterson era fornecer uma visão abrangente aos seus discípulos.

Ecletismo: Um Bruxo eclético é aquele que funde idéias de muitas Tradições ou fontes. Assim Como no caldeirão de uma Bruxa, são somadas elementos para completar a poção que é preparada, assim também são somadas várias informações de várias Tradições para criar um modo mágico de trabalhar. Esta "Tradição" que realmente não é uma Tradição é flexível, mas às vezes carente de fundamento. Geralmente, são criados rituais e Covens de estrutura livre.

Tradição das Fadas (ou Fairy Wicca): Há várias facções da Tradição das Fadas. Segundo os membros desta Tradição, seus ritos e conhecimentos tiveram origem entre os antigos povos da Europa da Idade do Bronze, que ao migrarem para as colinas e altas montanhas devido às guerras e invasões ficaram conhecidos como Sides, Pictos, Duendes ou Fadas. Uma Bruxa desta Tradição poderia ser ou trabalhar, mas não necessariamente: - Com energias da natureza e espíritos da natureza , também conhecidos como fadas, Duendes, etc.  Alguns dos nomes mais famosos desta Tradição são Victor e Cora Anderson, Tom Delong (Gwydion Penderwyn), Starhawk, etc.

Tradição Gardneriana: Fundada por Gerald Gardner nos anos de 1950 na Inglaterra. Esta tradição contribuiu muito para Arte ser o que é hoje.. A estrutura de muitos rituais e trabalhos mágicos em numerosas tradições são originárias do trabalho de Gardner. Algumas das reivindicações históricas feitos pelo próprio Gardner e por algumas Bruxas Gardnerianas têm que ainda serem verificadas (e em alguns casos são fortemente contestadas) porém, esta Tradição apoiou muitas Bruxas modernas. Gerald B. Gardner é considerado "o avô" de toda a Neo-Wicca. Foi iniciado em um Coven de NewForest, na Inglaterra em 1939. Em 1951 a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi banida (primeiramente devido à pressão de Espiritualistas) e Gardner publicou o famoso livro"Witchcraft Today", trazendo uma versão dos rituais e as tradições do Coven pelo qual foi iniciado.

Gardnerianismo é uma tradição extremamente hierárquica. A Sacerdotisa e o Sacerdote governam Coven, e os princípios do amor e da confiança presidem. Os praticantes desta Tradição trabalham "Vestidos de Céu" (nus), além de manterem o esquema de Seita Secreta. Nos EUA e Inglaterra os Gardnerianos são chamados de "Snobs of the Craft" (Snobes da Arte), pois muitos deles acreditam que são os únicos descendentes diretos do Paganismo purista. Cada Coven Gardneriano é autônomo e é dirigido por uma Sacerdotisa, com a ajuda do Sacerdote, Senhores dos Quadrantes, Mensageiro, etc. Isto mantém o linhagem e cria um número de líderes e de professores experientes para o treinamento dos Iniciandos. A Bíblia Completa das Bruxas (The Witches Bible Complete) escrita por Janet e Stuart Farrar, como também muitos livros escritos por por Doreen Valiente têm base nesta Tradição e na Tradição Alexandrina em muitos aspectos.

Tradição Hecatina: Uma Tradição de Bruxos que buscam inspiração em Hécate e tentam reconstruir e modernizar os rituais antigos da adoração à esta Deusa. É algumas vezes chamadas de Tradição Caledoniana ou Caledonii.  


Tradição Familiar ou Hereditária: Um Bruxo que normalmente foi treinado por um ente familiar e/ou pode localizar sua história familiar em outro Bruxo ou Bruxos. Os Bruxos Hereditários, ou Genéticos como gosto de chamar, são pessoas que têm, ou supõem ter, uma ascendência Pagã (mãe, tia, avó são os alvos mais visados). A maioria dos Hereditários não aceitam a infiltração de outras pessoas fora de sua dinastia, porém algumas Tradições Familiares "adotam" alguns membros, escolhidos "à dedo" em seu segmento.

Bruxa de Cozinha: Uma Bruxa prática que é freqüentemente eclética, enfoca e centra sua magia e espiritualidade ao redor do "forno e do lar".

Bruxaria Satânica: Não existe!

Wicca Saxônica ou Seax-Wicca: Fundada em 1973, pelo autor prolífico, Raymond Buckland que era, naquele momento, um Bruxo Gardneriano. Uma das primeiras tradições precursoras em Bruxos solitários e o auto-iniciados. Estes dois aspectos fizeram dela um caminho popular.

Bruxo Solitário: Uma pessoa que pratica a Arte só (mas pode se juntar às festividades de Sabbat em um Coven ou com outros Bruxos Solitários ocasionalmente). Um Bruxo Solitário pode seguir quaisquer das Tradições, ou nenhuma delas. A maioria de Bruxos ecléticos são Solitários.

Tradição Strega: Começou ao redor na Itália em 1353. A história controversa sobre esta Tradição pode ser achada em muitos locais e em muitos livros. Arádia... Gospell of the Witches (Arádia...A Doutrina das Bruxas) é um deles.

Tradição Teutônica ou Nórdica: Teutônicos são um grupo de pessoas que falam o norueguês, fosso, islandês, sueco, o inglês e outros dialetos europeus que são considerados "idiomas Germânicos". Um Bruxo teutônico acha freqüentemente inspiração nos mitos tradicionais e lendas, Deuses e Deusas das áreas onde estes dialetos se originaram.

Tradição Asatrú: Teve suas origens no Norte da Europa e é uma das facções das Tradições Teutônica e Nórdica. Esta Tradição é praticada hoje por aqueles que sentem uma ligação com os nórdicos e teutônicos e que desejam estudar a filosofia e religiosidade da antiga Escandinávia, através dos Eddas e Runas. Encoraja um senso de responsabilidade e crescimento espiritual, freqüentemente embasados nos conceitos atribuídos aos nobres guerreiros de tempos ancestrais. Tradição Algard: Uma americana iniciada nas Tradições Gardneriana e Alexandrina, chamada Mary Nesnick, fundou essa "nova" tradição que reúne ensinamentos de ambas tradições sob uma única insígnia.

Bruxaria Tradicional: Todo Bruxo tradicional dará uma definição diferente para este termo. Um Bruxo tradicional é aquele que freqüentemente prefere o título de Bruxo à Wiccaniano e define os dois como caminhos muito diferentes. Um Bruxo tradicional fundamenta seu trabalho mágico em métodos históricos da tradição, religiosidade e geografia de seu país.

Bruxaria Tradicional Ibérica: Uma bruxaria onde participam pessoas que habitam a região que compreende a penísula ibérica, principalmente Portugal e Espanha. Seus ancestrais adoravam os seus Deuses, com cultos diferenciados entre tribos e regiões; eles amavam e respeitavam os lugares e espíritos da natureza, colhiam e caçavam com bravura e respeito.

No passado a Península Ibérica foi palco de influências de vários povos entre eles: os Fenícios, Cartagineses, Suevos, Visigodos, Celtas (daí o rótulo de Celtibero, palavra que representa mistura de povos Celtas e Ibéricos). As divindades nunca se mesclaram facilmente com as dos povos invasores. A adoração e o Ritual dos Deuses tem a ver com a Arte Antiga, hoje chamada por uns de "Tradicionalista" e claro, muito anterior à Wicca que vemos do autor Gardner e outros decorrentes. Além disso, é sabido o quanto Gerald Gardner percorreu por várias vezes a Espanha na busca do culto dos Antigos... e nunca os encontrou realmente, pois os grupos de bruxos conhecidos por Aquellares e Coevas (covens) são fechados e o que se fala para o exterior é cauteloso de acordo com as Leis Wiccans!

O espírito religioso dos romanos baseava-se na importação dos Deuses das varias regiões conquistadas. Podemos citar a Grécia como exemplo disso. Todos os Deuses Gregos foram importados dando origem a Deuses Romanos de poder, influência e semântica similares. Os romanos também querendo absorver "os poderes das tribos" conquistadas, apropriavam-se dos nomes dos Deuses locais e os aplicavam conforme as conveniências em sua cultura, sem contudo nestes Deuses romanos recém criados existir o verdadeiro sentido mágico-religioso.

Assim aconteceu com a nossa Deusa Atégina que após a romanização, virou Próserpina, nome deveras conhecido na mitologia romana mas, muito antes de Roma ser criada, os povos locais já conheciam a lenda da Descida da Deusa Atégina aos mundos interiores. Podemos notar também pela história que, cinco séculos antes de Roma, já haviam chegado à europa a cultura dos Gregos e dos Fenícios e, depois, dos Cartagineses que não forçaram os habitantes ibéricos com suas religiões, entretanto foram bastante influentes na passagem de segredos e mistérios aos Sábios tribais dos Santuários primitivos já existentes na Península Ibérica. A Tradição dos ibéricos tem uma ancestralidade reconhecida num vasto Panteão autônomo, quase livre de influências exteriores, e nos variadíssimos vestígios históricos, que cada vez mais surgirão à luz dos homens.

Não poderíamos ficar allheios também da importância trazida pelas culturas Fenícia, Cretense e Grega e cuja cultura resplandecente causou assombro e respeito aos povos nativos ibéricos do litoral português com os cultos de Baal Merkart e de Tanith de Cartago cultuada no seu local em Nazaré. O Panteão Ibérico é rico e tribal. Os Deuses que compõem este panteão existem nas antigas regiões da Bética, da Lusitânia e da Calaecia, e entre várias Divindades, cultua-se: Endovélico - o Curador, Atégina - A Deusa Mãe, Trebaruna - A Guerreira e Protetora, Bônconcios - O Guerreiro, Tongoenabiagus - O Fertilizador, Tanira - A deusa das Artes, Nabica - A Ninfa das Florestas, Aernus - O senhor dos ventos do norte, Brigantés - a Deusa guerreira . (Esta divindade é resultante da influência dos povos do norte da Europa nas terras da Ibéria - A qual não têm nada a ver com Briga ou Brigit dos druidas e muito menos a ver com os seus cultos). Os feiticeiros Ibéricos não seguem os atuais calendários usados na Wicca, mas sim os calendários vivos que a própria Tradição os ditou através dos tempos. Nesta Tradição há 3 Celebrações anuais básicas: O nascimento, O Apogeu e o Rito aos Idos aonde visitamos o Rio do Esquecimento, para cultuar seus antepassados. Na Tradição Ibérica o culto é dirigido a uma só Deusa ou a um Deus e cada Divindade é adorada individualmente, salvo algumas exceções, não se aplicando a ritualística de Deusa e seu Consorte, tão difundida pela Wicca e não existe o conceito de deuses infernais, nem duos ou trindades de Deuses.

Tradição Galesa de Gwyddonaid: Uma Tradição Galesa Céltica da Wicca, que adora panteão galês de Deuses e Deusas. Gwyddonaid, foi quem grosseiramente traduziu a ignóbil obra galesa "Árvore da Bruxa (Tree Witch)" e propagou esta forma de trabalhar magicamente." 

Os Esbaths: festivais wiccanos da lua


Cada período lunar corresponde a uma face/característica da Deusa, assim como cada período solar corresponde a uma face/característica do Deus. Sendo que em ambas as práticas os Deuses são celebrados em igualdade, apenas simbolicamente os Esbbaths correspondem a Deusa e os Sabbaths ao Deus.

O período Lunar começa logo após a Lua Negra, com a chegada da Lua Nova, a primeira representa o aspecto de transformaçao/morte da Deusa, onde ela é vista em sua Face de Ancia, já a segunda representa o aspecto de inovaçao/nascimento da Deusa, e ela aparece em sua face de Jovem donzela. Após a Lua Nova a Deusa começa a amadurecer, percorrendo o período da Lua Crescente como uma Donzela em busca de sua fertilidade e força, as quais ela conquista no plenilúnio da Lua cheia onde ela torna-se Mae. Depois ela começa a caminhar introspectiva pela Lua Minguante para torna-se a sábia Ancia que morre na Lua Negra, para retornar na Nova em um ciclo continuo de vida, morte e renascimento.

As influencias energéticas provocadas pelo Magnetismo Lunar, que podem ser percebidas nas marés e ressacas, na menstruaçao das femeas sao uma conseqüencia direta desse ciclo de transmutaçao que ocorre em cada fase da Lua, e os Bruxos e Bruxas, conscientes dessa influencia interna e externa, celebram há milenios tais mudanças, que hoje na Wicca são chamadas de Esbaths

LUA MINGUANTE - A MORTE
A lua minguante representa o período de envelhecimento e morte de todos os seres e coisas, é natural as mulheres menstruarem na lua minguante, pois seu óvulo não fecundado morre e é descartado nesse período. Na Lua Negra transformamos, na Nova criamos, na crescente colocamos em prática nossos objetivos, na cheia eles se fortalecem e na minguante eles são ‘arquivados’, morrem para que possamos na lua negra iniciar todo o ciclo de analise, criação, expansão, fortalecimento e término novamente.
Nesse momento a Deusa percorre os portais até o submundo, ela é a Senhora, a Anciã que em breve será Rainha das transformações. Esse é um período de grande transição, nervosismo, conflitos, dúvidas são características muitos presentes durante a lua minguante. Assim como a Deusa percorre os portais entre os mundos, nós estamos no fim de um ciclo, finalizando por completo projetos e tendo a necessidade de começar a buscar por novos. É também um período de descanso, já que na Lua Cheia muito da energia foi desprendida.

LUA CHEIA - A FORÇA

A lua Cheia representa o momento mais importante dentro dos esbbaths, a força e maturidade total de nossas capacidades mágickas. Na Lua Negra transformamos, na Nova criamos, na crescente colocamos em prática nossos objetivos e na cheia eles são fortalecidos para decaírem na minguante.
Nesse momento a Deusa vira a grande Senhora, Mãe de todos os seres, é um período de grande magnetismo, todas as energias aumentam suas vibrações, as percepções sensoriais se tornam mais latentes, é um momento especial para qualquer pagão.

LUA NEGRA - A TRANSFORMAÇÃO


A coisa mais importante sobre o Esbbath de Lua Negra é que apesar dele ser o primeiro do processo de amadurecimento – já que representa a transformação necessária aos primeiros passos – Ele também é o ultimo que um inexperiente deve celebrar, pois antes de enfrentar nossos medos, de encarar nossos desequilíbrios, nossos erros e transtornos psicológicos, precisamos conhecer cada um desses problemas profundamente, de forma séria e madura. Precisamos ver de onde eles vêm, o que os alimentam, porque eles se mantêm e porque aumentam.


A Lua Negra corresponde aos 3 últimos dias da Lua minguante. Ela é chamada dessa forma porque nesse momento não somos capazes de enxergar a Lua, ela não reflete o Sol, ela está em seu estado natural, sendo a Sombra. A noite torna-se escura e completamente sombria, negra. É necessário saber que esse não é um período negativo ou impróprio para magias, pelo contrario, é um momento maravilhoso para os trabalhos mágickos, somente é necessário possuir experiência para faze-los. 

LUA NOVA - A CRIAÇÃO
Normalmente as pessoas encaram a Lua Nova como uma Lua parada, sem uma boa energia mágicka e isto é um erro, pois a lua continua andando, continua em movimento, gerando influência. Precisamos é compreender o tipo de influência que essa lua gera tanto energeticamente como simbolicamente em nossas celebrações.
O nome Lua Nova vem da influência energética provocada por ela, e da própria análise na imagem dela no céu. Normalmente as mulheres começam a liberar seus hormônios recém-criados nesse momento, e a Lua retorna ao céu messe período, como se ela tivesse morrido, passado por uma transformação e retornado, sendo criada novamente e colocada no céu.

LUA CRESCENTE - O AMADURECIMENTO

A lua crescente representa um momento muito importante dentro dos esbbaths, o amadurecimento das idéias, dos objetivos, e do próprio conhecimento. Na Lua Negra transformamos, na Nova criamos e na crescente colocamos em prática nossos objetivos.
Nesse momento a Deusa transita entre sua face jovem à sua face mãe e senhora, ela realmente está crescendo e amadurecendo, é um bom momento para despertar novas sensibilidades e para verificar o andamento de toda a sua vida.

Para mais informações sobre os esbaths e sabaths e rituais realizados acesse: http://www.oldreligion.com.br/novo/conteudo/lista.asp?Qs_idAssunto=8

A roda do ano - Os Sabbaths: festivais wiccanos do sol


O Sol, fonte primária de energia na Terra, rege as estações do ano e conseqüentemente os ciclos de vida dos animais e das plantas. As datas que marcam a mudança das estações são chamadas de solstícios e equinócios. Elas ocorrem em datas diferentes no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul.
Os Sabbaths se originaram de antigos festivais agrícolas celebrados pelos povos pagãos. Cada trecho do mito da Roda do Ano se refere a um momento específico desses ciclos sazonais, e marcam os oito festivais sagrados da Wicca. Nessas celebrações relembramos e vivenciamos os processos de nascimento, plenitude, morte e renascimento do Deus, que se reflete na natureza.
Desses oito festivais, quatro são chamados de Sabbaths Maiores e quatro de Sabbaths Menores. Os Sabbaths Maiores são comemorados em datas fixas, no período intermediário entre uma estação e outra. Os Sabbaths Menores são comemorados na data da entrada das estações, que é ligeiramente diferente a cada ano. São eles:

Yule – O Solstício de Inverno (20-23 de Dezembro no HN / 20-23 de Junho no HS)
O termo “Yule” provavelmente derivou da antiga expressão indo-européia “Yehwla”, que significa “Solstício de Inverno”, data em que os antigos pagãos celebravam o ano novo. Esta é a noite mais longa do ano e marca o início do ano liturgico na Wicca. No mito, a Deusa está plena em seu aspecto de Grande Mãe e dá à luz ao Deus, que representa o próprio sol, trazendo a esperança da luz. Este é o ápice da escuridão, mas também é o seu declínio, pois a partir de então, as noites vão começando a se encurtar.

Imbolc – A Época do Plantio (01 de Fevereiro no HN / 01 de Agosto no HS)
O termo Imbolc provavelmente derivou da expressão gaélica “i mbolg” que significa “dentro da barriga”, uma referência ao período de gravidez das ovelhas, quando os irlandeses celebravam o festival do leite e seus derivados. É a metade do inverno. No mito, a Deusa está amamentando o Deus já nascido, e este vai ficando pouco a pouco mais forte. A Terra começa seu lento despertar do inverno, podendo ser arada e semeada. É o prenúncio a primavera.

Ostara – O Equinócio de Primavera (20-23 de Março no HN / 20-23 de Setembro no HS)
O termo “Ostara” provavelmente se originou do nome da Deusa “Eostre” - a deusa germânica do Sol nascente, que era celebrada com a chegada da primavera. Neste momento, dia e noite têm a mesma duração. No mito, o Deus já está mais crescido, e a Deusa também está mais jovem. Ambos estão cheios de alegria e vigor, e quando eles se encontram, apaixonam-se. A natureza desperta e floresce, promovendo a fertilidade da terra. A partir de então, os dias vão ficar cada vez mais longos.

Beltaine – O Casamento Sagrado (1º de Maio no HN / 31 de Outubro no HS)
O termo “Beltaine” provavelmente se originou da palavra gaélica “belo-te(p)nia”, que significa fogo brilhante”, em alusão a um antigo festival irlandês de fertilidade, quando fogueiras eram acesas sobre as colinas em honra ao Deus Bellennos. É a metade da primavera. No mito, o Deus está viril e a Deusa plena em fertilidade. Eles se unem em amor e celebram seu Casamento Sagrado, quando Ela é fecundada por Ele. Essa alegre união abençoa a fertilidade da natureza, garantindo as boas colheitas. É o prenúncio do verão.

Litha – O Solstício de Verão (20-23 de Junho no HN / 20-23 de Dezembro no HS)
O termo “Litha” é uma palavra de origem germânica que provavelmente significa “Solstício de Verão”, época em que os antigos pagãos celebravam o clima que estava mais gentil. Este é o dia mais longo do ano. No mito, a Deusa e o Deus são coroados rei e rainha do verão, e a natureza está em sua plenitude. Ela já está grávida e o espírito do Deus já está permeando os grãos em desenvolvimento. As plantas, que crescem viçosas, estão absorvendo a energia Dele e o enfraquecendo. Este é o ápice da luz, mas também o seu declínio, pois a partir de então, os dias vão começar a se encurtar.

Lughnasadh – O Início das Colheitas (01 de Agosto no HN / 01 de Fevereiro no HS)
O termo “Lugnasadh” é uma expressão gaélica que significa “A promessa de Lugh”, uma alusão ao juramento que o Deus Lugh fez à sua mãe Taltiu, a Deusa da agricultura, de que todos os anos ela seria lembrada durante o festival das colheitas. É a metade do verão. No mito, o Deus já está velho e cansado, pois já fecundou a Deusa e transmitiu sua força à vegetação. Pelo fato de sua presença não ser mais necessária, Ele se entrega à morte, se sacrificado para alimentar a humanidade, assim como o trigo é ceifado para se fazer pão. Esta data marca o início das colheitas, quando os primeiros grãos são guardados para garantir as sementes do futuro plantio. É o prenúncio do outono.

Mabon – O Equinócio de Outono (20-23 de Setembro no HN / 20-23 de Março no HS)
O termo “Mabon” é o nome de um deus agrícola irlandês que significa “O Divino Filho”. Ele era honrado durante um festival que marcava o fim do período das colheitas. Neste momento, mais uma vez dia e noite têm a mesma duração. No mito, a Deusa continua amadurecendo em sua gestação e em sabedoria, enquanto que o Deus é apenas uma presença sutil, percebido na colheita das últimas espigas. São rendidas oferendas em ação de graças pelas boas colheitas. O Deus, que já está no submundo, é coroado Senhor da Morte e do Inverno. A partir de então, as noites vão ficar cada vez mais longas.

Samhain – O Dia dos Mortos (31 de Outubro no HN / 1º de Maio no HS)
O termo “Samhain” provavelmente se originou da palavra gaélica “samain”, que significa “assembléia”, uma alusão ao festival que marcava o fim da estação de troca de mercadorias, quando muitas tribos se reuniam. Esta data é a metade do outono e também marca o fim do ano velho. No mito, a Deusa, que agora está velha e entristecida, desce ao submundo em busca do Deus. Por Ela ser a detentora dos mistérios, começa a rejuvenescer o espírito do Deus em seu caldeirão da transformação, preparando-o para o seu renascimento vindouro. Nessa noite homenageamos os mortos queridos e nossos antepassados, pois o véu que separa os mundos está mais tênue, possibilitando que seus espíritos venham nos visitar. Agora a terra está seca e estéril, esfriando cada vez mais. É o prenúncio do inverno.

E mais uma vez, no próximo Yule, o ciclo se completa, quando o Deus renasce do útero da Grande Mãe, garantindo a continuidade da vida e trazendo novamente esperança ao mundo.

As deidades wiccanas


A wicca não tem um panteão de deuses obrigatório, dependendo da sua tradição (explicarei depois sobre isso) ou das suas formas de conceber os deuses, você pode usar o panteão grego, nórdico e etc. Isso só depende de você! Porém a wicca é conhecida por reverenciar o sagrado feminino, ou seja a deusa. O sagrado feminino foi a primeira forma de divindade a ser cultuada pelo homem, demonstrando seu amor pela terra: NOSSA GRANDE MÃE!
Muitos wiccanos ou wiccans, aderem somente a forma de adoração a deusa, o que não é correto já que tudo na vida tem seu par, seu ciclo e consorte da deusa é tão importante quanto ela.
A DEUSA.
Muitos a representam como uma deusa de algum panteão, com referencias simbólicas e outros como a lua (o principal símbolo da deusa). Não há necessidade de preocupação com a escolha de representação da deusa, deixe divagar e imaginar e ela se mostrará a você como ela quer ser vista.
[...] A Deusa é a Mãe universal. É a fonte da fertilidade, da infinita
sabedoria e dos cuidados amorosos. Segundo a Wicca, Ela possui
três aspectos: a Donzela, a Mãe e a Anciã, que simbolizam as Luas
Crescente, Cheia e Minguante. Ela é a um só tempo o campo não
arado, a plena colheita e a Terra dormente, coberta de neve. Ela dá
à luz abundância. Mas, uma vez que a vida é um presente Seu, ela a
empresta com a promessa da morte. Esta não representa as trevas
e o esquecimento, mas sim um repouso pela fadiga da existência
física. É uma existência humana entre duas encarnações.
Uma vez que a Deusa é a natureza, toda a natureza, Ela é tanto a
tentadora como a Velha; o tornado e a chuva fresca de primavera; o
berço e o túmulo. Porém, apesar de Ela ser feita de ambas as naturezas, a Wicca a
reverencia como a doadora da fertilidade, do amor e da abundância,
se bem que seu lado obscuro também é reconhecido. Nós A vemos
na Lua, no silencioso e fluente oceano, e no primeiro verdejar da
primavera. Ela é a incorporação da fertilidade e do amor. A Deusa é conhecida como a Rainha do paraíso, Mãe dos Deuses que
criaram os Deuses, a Fonte Divina, A Matriz Universal, A Grande
Mãe e incontáveis outros títulos.
Muitos símbolos são utilizados na Wicca para honrá-la, como o
caldeirão, a taça, o machado, flores de cinco pétalas, o espelho,
colares, conchas do mar, pérolas, prata, esmeralda... para citar uns
poucos.
Por governar a Terra, o mar e a Lua, muitas e variadas são suas
criaturas. Algumas incluiriam o coelho, o urso, a coruja, o gato, o
cão, o morcego, o ganso, a vaca, o golfinho, o leão, o cavalo, a
corruíra, o escorpião, a aranha e a abelha. Todos são sagrados à
Deusa.
A Deusa já foi representada como uma caçadora correndo com seus
cães de caça; uma deidade celestial caminhando pelos céus com póde estrelas saindo de seus pés; a eterna Mãe com o peso da criança;
a tecelã de nossas vidas e mortes; uma Anciã caminhando sob o luar
buscando os fracos e esquecidos, assim como muitos outros seres.
Mas, independentemente de como A vemos, Ela é onipresente,
imutável, eterna. CUNNINGHAM, Scott. Guia essencial da bruxa solitária. P. 20


O DEUS
 Nosso tão amado e frequentemente vitima de preconceitos deus. Por causa de uma de sua formas, o deus cornífero inspirado em Cernunnos (um deus celta da caça que foi demonizado pela Igreja no começo da cristianização da Europa e que até hoje é visto como o demônio por sua semelhança com um bode).
[...]O Deus tem sido reverenciado há eras. Ele não é a deidade rígida, o
todo-poderoso do cristianismo ou do judaísmo, tampouco um simples
consorte da Deusa. Deus ou Deusa, eles são iguais, unidos.
Vemos o Deus no Sol, brilhando sobre nossas cabeças durante o dia,
nascendo e pondo-se no ciclo infinito que governa nossas vidas. Sem
o Sol, não poderíamos existir; portanto, ele tem sido cultuado como
a fonte de toda a vida, o calor que rompe as sementes adormecidas,
trazendo-as para a vida, e instiga o verdejar da terra após a fria
neve do inverno. O Deus é também gentil com os animais silvestres. Na forma do
Deus Cornudo, Ele é por vezes representado com chifres em Sua
cabeça, que simbolizam Sua conexão com tais bestas. Em tempos
mais antigos, acreditava-se que a caça era uma das atividades
regidas pelo Deus, enquanto a domesticação dos animais era vista
como voltada à Deusa.
Os domínios do Deus incluíam as florestas intocadas pelas mãos
humanas, os desertos escaldantes e as altas montanhas. As
estrelas, por serem na verdade sóis distantes, são por vezes
associadas a Seu domínio.
O ciclo anual do verdejar, amadurecer e da colheita vem há muito
sendo associado ao Sol, daí os festivais Solares da Europa(discutidos mais profundamente no Capítulo 8. Dias de Poder), os
quais são ainda observados na Wicca.
O Deus é a colheita plenamente madura, o vinho inebriante extraído
das uvas, o grão dourado que balança num campo, as maçãs
vicejantes que pendem de galhos verdejantes nas tardes de outono.
Em conjunto com a Deusa, também Ele celebra e rege o sexo. A
Wicca não evita o sexo ou fala sobre ele por palavras sussurradas.
É uma parte da natureza e assim é aceito. Por trazer prazer,
desviar nossa consciência do mundo cotidiano e perpetuar nossa
espécie, é considerado um ato sagrado. O Deus nos imbui
vigorosamente no desejo que assegura o futuro biológico de nossa
espécie.
Símbolos normalmente utilizados para representar ou cultuar o
Deus incluem a espada, chifres, a lança, a vela, ouro, bronze, diamante, a foice, a flecha, o bastão mágico, o tridente, facas e
outros. Criaturas a Ele sagradas incluem o touro, o cão, a cobra, o
peixe, o gamo, o dragão, o lobo, o javali, a águia, o falcão, o tubarão,
os lagartos e muitos mais. Desde sempre, o Deus é o Pai Céu, e a Deusa a Mãe Terra. O Deus é
o céu, da chuva e do relâmpago, que desce sobre a Deusa e une-se a
ela, espalhando as sementes sobre a terra, celebrando a fertilidade
da Deusa.
Ainda hoje, as deidades da Wicca estão firmemente associadas à
fertilidade, mas cada aspecto da existência humana pode ser
associado à Deusa e ao Deus. Podem ser chamados para nos auxiliar
a atravessar as vicissitudes de nossas existências e trazer prazer a
nossas vidas normalmente carentes de espiritualidade.
Isto não significa que quando ocorrerem problemas devamos deixá-
los nas mãos dos deuses. Esta é uma manobra de fuga, ao evitarmos
lidar com os buracos no caminho da vida. Contudo, como Wiccanos
nós chamamos pela Deusa e pelo Deus para limpar nossas mentes eajudar-nos a nos ajudar. A magia é um excelente meio para tanto.
Após sintonizar-se com a Deusa e com o Deus, os Wiccanos pedem
Seu auxílio durante o rito mágico que normalmente se segue.
Além disso, a Deusa e o Deus podem nos ajudar a mudar nossas
vidas. Uma vez que as Deidades são as forças criativas do universo
(e não apenas símbolos), podemos chamá-las para fortalecer nossos
ritos e abençoar nossa magia. Novamente, isto vai contra a maioria
das religiões. O poder está nas mãos de cada praticante, e não com
sacerdotes ou sacerdotisas especializados que celebram tais feitos
para as massas. Isto é o que torna a Wicca um meio de vida
realmente satisfatório. Temos vínculos diretos com as Deidades.
Não precisamos de intermediários - sacerdotes, confessores ou
xamãs. Nós somos os xamãs.  CUNNINGHAM, Scott. Guia essencial da bruxa solitária.


Eu espero que tenha ficado claro, qualquer dúvida mandem-me e-mail ou me add no msn; se ainda estiver um pouco confuso, tudo vai ficar mais claro no próximo post sobre a roda do ano, onde vocês poderão perceber a integração dos deuses com a natureza.
 Lembro ainda que nos livros disponiveis pra download tem especificações melhores para entendimento próprio, pois vocês mesmos devem formular suas idéias sobre o deus e a deusa.

O que é wicca

As fontes do renascimento do Paganismo podem ser rastreadas no início do século XX com os trabalhos da antropóloga Margaret Murray. Ao examinar os vários registros de julgamentos da Inquisição, Murray desmascarou o Diabo dos relatos de Bruxas e Bruxos que foram executados e em seu lugar encontrou o Deus Cornífero, a Divindade cultuada pelos pagãos e que os inquisidores tinham transformado na corporificação do mal.

A medida que ia mais fundo em seus estudos, Murray encontrou o equivalente feminino do Deus, a Deusa e desta forma desmistificou todas as antigas superstições e estigmas negativos atribuídos à Bruxaria e identificou-a como o mesmo culto à fertilidade que surgiu muito tempo antes do Cristianismo.

Em 1951 quando a última das leis contra a Bruxaria foi revogada, Gerald Gardner saiu das sombras e defendeu as posições de Margaret Murray, declarando que a Bruxaria tinha sido a religião dos antigos europeus e que continuava a ser uma religião verdadeira para muitas pessoas e que teria sobrevivido através de anos sucessivos de supressão sob o nome de Wicca.

Desta forma, Gardner lançou uma nova luz às práticas da Bruxaria, dando origem assim à um grande movimento Neo-pagão de reavivamento das práticas e ritos da Velha Religião.

De lá para cá o movimento Pagão cresceu substancialmente e muitos Bruxos que tinham sido instruídos por suas famílias durante décadas, decidiram sair das brumas e se tornarem visíveis e assim em pleno século XX ressurge uma religião que busca celebrar novamente a natureza, os Deuses Antigos e que busca inspiração nos seus ritos no culto à Deusa e ao Deus.

O Paganismo é o nome genérico que se dá às práticas religiosas que surgiram na Era Paleolítica e Neolítica, onde as crenças espirituais eram centradas no feminino, nos ritos da fertilidade, no culto aos Antigos Deuses da natureza, nas celebrações das colheitas e plantio.

A Bruxaria busca resgatar o Divino Feminino e o papel das mulheres na religião como Sacerdotisas da Grande Mãe. Muitas vezes chamada de Religião da Deusa, a Arte, Religião Antiga, não é uma fantasia de mentes deturpadas ou de pessoas que se supõem dotadas de poderes mágicos, mas sim uma religião capaz de acolher pessoas das mais variadas idades, raças, posições sociais e todos aqueles que vêem em seus ritos uma forma real de se conectarem com o Divino e com a natureza.

As práticas Pagãs, dando destaque maior à Wicca, se expandiram de uma forma inacreditável pela América Norte e Europa. Hoje o número de Bruxos somam aproximadamente 250.000 nos EUA, ultrapassando inúmeras religiões tidas como convencionais, dentre as quais o Budismo e o Universalismo Unitário. O Censo canadense de 1991 registrou 5.530.000 Neo-pagãos que seriam compostos principalmente de Wiccanianos, outra pesquisa realizada em 1997 constatou a existência de 12 milhões de Bruxos em todo o mundo. Porém, acredita-se que o número atual é muito maior, pois muitos não expõem sua condição religiosa publicamente.

A Wicca sustenta-se sobre 3 conceitos básicos:

a) O papel preponderante da Deusa em suas práticas e mitos em vez de um Deus masculino, cultuando também os Antigos Deuses da natureza e o Deus Cornífero, considerado filho e
consorte da Deusa.

b) A utilização da Magia Natural como forma de atingir nossos desejos e mudar os fatos.

c) A crença na reencarnação, vista não somente como uma forma de evolução, mas também como o desejo de retornar no mesmo tempo e local das pessoas amadas.

Os propósitos da Wicca são mostrar a necessidade da reconecção com a natureza, com os ritmos e ciclos naturais do Sol e das Estações e a busca de um novo equilíbrio do homem com o seu meio ambiente.

Os Bruxos amam e cultuam a natureza e através dela procuram integrar mente, corpo e alma. Acreditam que para evoluírem integralmente devem sentir-se parte integrante da Terra, que é a própria Deusa. Esta atitude é a essência da Wicca!

 Para saber mais sobre as origens xamanicas da wicca e como ela tomou sua forma atua eu sugiro que leiam:
http://gatomistico.blogspot.com/2010/10/wicca-parte-i-introducao-etimologia-e.html
http://www.circulosagrado.com/cs/wicca/historia/historia.php
Livros: Wicca pra todos; A bruxa solitária; guia essencial da bruxa solitária e magia natural => todos a disposição para download aqui no blog.